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A Tradição do Inferno e a Zona do Remorso segundo a Visão Espírita

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Inferno ou Zona do Remorso

Após a vida na carne, o homem usa seu livre arbítrio muitas vezes abusada, fala o que quer e faz o que pensa muitas vezes sem refletir suas consequências. Muitas obras espírita nos dão a ideia, que antes do encarne recebemos a vida como um oportunidade, para evoluir e sanar muitas meses erros pendentes. Más cegos pela matéria, sempre; esquecemos do verdadeiro ideais, e após a volta ao mundo espiritual com a morte, com uma vida na carne desperdiçada, muitos espíritos caem no remorso em regiões umbralinas e muitos espíritos afirmam, que este remorsos são tão penosos e doloridos, que podem se compara-los pióres que se queimando no tal fogo do inferno.

Por isso, vamos analisar este post interessante, sobre a questão das penas eternas, na visão espírita.

Valter J.Amorim (Aquárius 2036)

A Tradição do Inferno, Gena ou Hades

No Antigo Testamento, as expiações eram entendidas como uma classe de sacrifícios especiais cuja finalidade era a de reparar os pecados irreparáveis, uma espécie de pena a ser cumprida, de um castigo sem fim para punir as culpas. Os excluídos da sociedade eram condenados a sofrer numa vila de horrores, a geena, alusão ao vale de Ge Ben-Hinnom, lugar onde tinham sido cremadas crianças sacrificadas a Moloch e se queimava o lixo de Jerusalém. Destacam-se na tradição judaica a punição implacável e o exílio num espaço geográfico de martírios e suplícios intérminos.

No campo das tradições gregas, há que se lembrar da “morada subterrânea de Hades”, o deus degredado que reinava, em companhia de sua esposa Perséfone, sobre as forças infernais e sobre os mortos. Entre os diferentes departamentos desta morada subterrânea estava o Tártaro, o local mais profundo dos abismos infernais, onde Zeus trancafiara os Titãs rebeldes.

O inferno cristão derivou, em grande parte, de tais tradições judaicas e gregas. Esta cultura milenar da punição e do exílio foi cristalizada pela teologia católica na penalogia estanque do inferno e do purgatório, onde permanecem as almas submetidas a penas eternas, às vezes sem qualquer chance de remissão. Séculos sem fim havemos vivido sob o terrorismo do pecado e da condenação inexorável, sob o arquétipo deste inferno judaico-católico, o que possibilitou o artifício das indulgências obtidas a peso de ouro para se escapar do guante de Lúcifer.

Refere-se Jesus, de fato, em várias passagens, ao “fogo do inferno”, fazendo alegoria aos conceitos vigentes entre os judeus de sua época. De alguma maneira, todas as religiões e ideologias, de Buda a Maomé, de Freud aos existencialistas do século XX, contemplam ou contemplaram o inferno. Para muitos pensadores da atualidade, o inferno é a própria Terra que habitamos. Para outros ele é um estado de espírito, um fogo que queima por dentro, uma culpa que arde sem tréguas.

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No meio espírita, como um resíduo desses atavismos religiosos e culturais muito difíceis de extirpar, também é costume confundir-se expiação com sofrimento obrigatório, pagamento de dívidas e exílio na Terra ou no corpo biológico. O inferno espírita localiza-se no umbral. A reencarnação no “vale de lágrimas” terreno é um saldar quase interminável de dívidas “cármicas” e a passagem pelos vales umbralinos, após a desencarnação, é quase obrigatória.

Ora, expiar é uma expressão que, em essência, significa tornar-se puro através da remissão das faltas cometidas. Expiação é purificação, ou seja, a vitória sobre si mesmo na recapitulação dos equívocos, ressarcindo os prejuízos causados a quem de direito. A proposta espírita é, portanto, de reajuste, reequilíbrio e renovação de idéias, sentimentos e atitudes. Tornar a viver situações de conflito são renovadas oportunidades concedidas pela Misericórdia Divina na direção do soerguimento moral.

Somente ao nos despojarmos das lentes corrompidas do passado faz-se possível compreendermos em profundidade a proposta espírita, positiva e libertadora, otimista e consoladora. Incorremos no risco de trocarmos apenas os nomes dos cenários e das personagens e resguardamos no coração do movimento espírita os mesmos significados judaico-católicos.

Afinal, a reencarnação é, predominantemente, um instrumento de punição ou de recuperação? É prisão ou educandário? É castigo ou redenção? André Luiz ensina que “as energias que geramos com os nossos pensamentos, sejam pensamentos conscientes do hoje ou inconscientes de uma vida pretérita, muitas vezes nos subjugam na zona do remorso, trazendo ao nosso perispírito lesões nos centros vitais que explicam algumas anomalias que se fazem congênitas”.

E acentua: “As distonias vibratórias derivadas de delitos adquiridos em vidas pretéritas criam na mente um estado anormal que podemos classificar de “zona de remorso”, em torno da qual a onda viva e contínua do pensamento passa a enrolar-se em circuito fechado sobre si mesmo, com reflexo permanente na parte do veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias associadas aos equívocos de nossa autoria”. Joanna de Ângelis, em sua obra Amor, Imbatível Amor, chama a atenção para as “lesões nas almas” provocadas pela consciência de culpa, gerando conflitos inquietadores e doenças físicas e emocionais.

Somente através das reencarnações sucessivas, na sucessão dos desafios regeneradores, consentâneos às necessidades evolutivas pessoais, concedendo a cada indivíduo múltiplas oportunidades de reajuste e evolução, é que cada um redime a própria consciência (expiação) perante as Leis de Deus, através do exercício perseverante do amor, conforme o Mestre nô-lo ensinou.

A reencarnação é oportunidade abençoada de progresso e conquista de paz. A dor e o sofrimento são as ferramentas por vezes necessárias para a ascensão aos Céus da consciência redimida e o sentimento de culpa é o termômetro interno das necessidades evolutivas. Para que deixemos Lúcifer e o Inferno definitivamente.

Fonte: C.E. Seareiros de Jesus


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