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Noé e o Dilúvio Universal sob a ótica Espírita

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Noé e o Dilúvio Universal

A pouco menos de um mês estreou nos cinemas a nova versão e visão mitológica da história de Noé, interpretado por Russell Crowe e dirigida por Darren Aronofsky, diretor este que não se baseou-se apenas dos contos bíblico extrapolando um pouco o enredo épico.

Fato este que deixou muitos religiosos puristas de plantão revoltados para com a produção, levando alguns até levantarem uma cruzada cultural á seus fiéis para não assistirem o filme.

Já comentei aqui uma parte desse ponto de vista deste mito, e agora estarei de forma mais completa oferecer aos leitores deste blog, a visão do espiritismo kardeciano sobre este assunto, que como por base em sua própria doutrina que é de esclarecimento, pelo uso do bom senso, da lógica e da ciência.

O Mito Global

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O diretor Darren Aronofsky deixou bem claro em uma entrevista de que não apenas se baseou-se somente na bíblia, pois esse mito é contado por diversos povos sob a mais diversas formas alegóricas.

Nisso concordo com ele deixou aqui esta matéria para que muitos possam entender que isso é verdade !

- Vejam: O mito do Dilúvio Universal e o fim da Atlântida

A visão de Kardec

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Segundo o codificador do espiritismo, a conclusão de que o homem foi criado á quatro mil antes da era cristã, segundo atesta os contos bíblicos está de alguma forma mal contada, pois 1650 anos mais tarde toda a raça humana foi destruída, com exceção apenas de uma família, conclui-se que o povoamento da Terra da data de Noé, ou seja, de 2350 anos antes da nossa era, seria impossível, pois quando os hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram esse país bastante povoado e já bem avançado em civilização.

A História prova que, nessa época, a Índia e outros países eram igualmente florescentes, mesmo sem levarmos em conta a cronologia de certos povos. Teria sido então necessário que do vigésimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, num espaço de seiscentos anos, não somente a posteridade de um único homem tivesse podido povoar todas as imensas regiões então conhecidas, mas também que, nesse curto intervalo, a espécie humana tivesse podido elevar-se da ignorância absoluta do estado primitivo ao mais alto grau de desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas.

Conclui-se ele que os texto bíblicos são figurados !

O mito distorce a palavra de Deus

- Por se um fato figurado tende a fugir o enredo da lógica e até mesmo das palavras do altíssimo.

“Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.” (Gênesis 6:6)

- Mais já no livro de Samuel, muito afrente historicamente da suposta  da história da gênese temos:

“E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa.” (1 Samuel 15:29)

- Portanto: Uma história simbólica apenas, assim como a tal suposta teoria criacionista baseada nos sete dias criativos !

A bíblia comprova mais !

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Segundo a tradição bíblica uma das intenções divina para com o diluvio seria para dar fim aos gigantes, filhos dos Nephilins (anjos caídos), mais temos referencias bíblicas que depois do diluvio alguns desses gigantes haviam sobrevivido, mais como ?

No livro de Enoch, que faz referência também á essa época se diz:

“E as mulheres conceberam e geraram gigantes.” (Enoch 7:7)

- Sendo assim esses personagens futuramente, foram uma das causas do aumento da violência naquela tempos recuados.

“Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los; Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los; E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne, um depois do outro, e para beber seu sangue. (Enoch 7:12 ao 14).

- Consecutivamente toda aquela sociedade baseado nas segurança e paz dos homens, foi ficando de mal a pior:

“Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniquidade. E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam. E queixam-se até ao portão do céu.” (Enoch 9:9e8)

- Más após o castigo divino sobre aquela geração, algo surpreendente ocorreu, pois segundo a gênese “toda carne expirou” e tempos mais adiante já na época de Moisés se diz:

“Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.”(Números 13: 33)

“todo o reino de Ogue, em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei, que ficou do resto dos gigantes, o qual Moisés feriu e expulsou.”(Josué 13:12) e mais em; (Deuteronômio 3:11), (2 Samuel 21:16)  e (I Samuel 17:4).

- Portanto: A resposta para a sobrevivência dos gigantes, só pode estar na conclusão de que o diluvio não foi global más sim local.

O Dilúvio Local

"O dilúvio de Noé foi uma catástrofe parcial, que se tomou pelo cataclismo geológico". Essa afirmação de Allan Kardec foi posteriormente confirmada pelas investigações científicas.

O arqueólogo inglês sir Charles Leonardo Wooley descobriu ao norte de Basora, próximo ao Golfo Pérsico, ao dirigir as escavações para a descoberta dos restos da cidade de Ur, as camadas de lama do dilúvio mencionada na Bíblia. Pesquisas posteriores completaram a descoberta. O dilúvio parcial do delta dos rios Tigre e Eufrates é hoje uma realidade atestada pela Ciência. Foi esse dilúvio, ou seja, uma inundação parcial, que serviu de motivo histórico para a lenda bíblica.

A Ciência e o Dilúvio

Levando pelo lado cientifico a inundação global de todo planeta, como é atestado pela descrição de Moisés, e que segundo ele chegou até a cobrir os picos mais altos, vamos deixar algumas observações:

Seria impossível preservar toda a biodiversidade do planeta com um único par de cada espécie. Endogamia problemas nos troncos genéticos se tornaria incontroláveis.

- A quantidade de alimento necessária para manter um grande número de animais, excederia o espaço disponível. Plantas não poderiam sobreviver ao número de dias em que estiveram debaixo de água, e depois do dilúvio, haveria perdido toda a produção primária do planeta, com exceção de fitoplâncton.

- E após um desastre dessa magnitude, os ecossistemas para se recuperem levariam séculos, não dando possibilidade a sobrevivência de muitas espécies.

- Portanto: Poderia aqui citar milhares de provas cientificas de que esta catástrofe global, como é definida pelos estudiosos bíblicos na verdade nunca ocorreu, pois nem mesmo Moisés cita o dilúvio como universal e ao contrário do que afirmam alguns a ciência nunca aprovou esta suposta suposição tão lunática !

A Lógica Arcaica

Quem escreveu a Gênese foi Moisés, mais de onde ele tirou suas teses? - Segundo mostra algumas fontes do novo testamento, Moisés foi um iniciado da cultura e religião egípcia, um dos povos mais antigos daquela região, e praticamente seu primeiro livro (gênese) foi baseado em contos e mitos de outros povos antigos, que ali se fazia tradição.

Os devas indiano, que são um conjunto de livros mais antigo das regiões orientais, cita o dilúvio, assim como os próprios contos babilônicos.

Segundo a tradição esotérica, Moisés na verdade não seria israelita, mais sim babilônico da cidade de Ur, iniciado no Egito, e a sua famosa história, onde foi abandonado em um rio, e achado pelos egípcios, se encontra também mitologicamente descrita na lenda de Krishna-Karma – O Moisés indiano.

Ou seja: A religião semita em sua origem,  é um plágio de culturas muito mais antigas e é claro né, muito mais organizadas e realistas !

- Portanto: Para os religiosos pseudos-puristas, na verdade não deveriam ficar revoltados com o filme, mais sim com suas próprias limitações culturais, espirituais e pessoais.

Autor: Valter J.Amorim


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