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O Dogma do Batismo e a Reencarnação

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O Batismo e a Reencarnação

Muitos já chegaram a perguntar porque na doutrina espírita não se dá tão valor ao dogma do batismo para a remissão dos pecados, seria por causa da crença da reencarnação? – Pois ela se auto afirmando cristã, como pode sustentar sua fé sem o dogma tradicional mais precioso do cristianismo.

Primeiro que segundo determina a visão dos espíritos sobre o conceito nascer de novo, é que não representa em si o batismo nas águas, mais sim uma alusão clara ao dogma da reencarnação. Más para sancionar esta colocação unanime dos espíritos, estarei aqui a fazer uma analise escatológica das escrituras segundo a lógica, o bom senso e os símbolos cristãos, para que entendam nossa e razão.

O Nascer de Novo

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 5:3-8)

- Jesus sempre em suas palavras usou as mensagens ocultas através dos símbolos, para empregar realidade espirituais oculta da compreensão popular.

Infelizmente as interpretações históricas da igreja sob esse tema e outros, em que o lado simbólico deveria ser levado em conta, foi condenado pelo Concílio de Trento, e assim formalmente foi sempre adiante tomado com visão unanime a interpretação do “Nascer de Novo”, como a regeneração pelas águas do Batismo, aceita hoje por católicos e protestantes.

O Novo Reino de DEUS

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“Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.” (Mateus 21:43)

O judaísmo representou em si um dia o reino de Deus na terra, mais após a transição entre judaísmo e cristianismo, a religião do cristo tornou se a numero  um nos interesses divinos para com a mensagem de Deus - ou seja o novo reino de Deus na terra, foi iniciada pelas comunidades primitivas e depois sob o auspício da Roma pagã no inicio de nossa era.

“Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder.” (Marcos 9:1) e (Lucas 9:27)

- Claramente Jesus afirmou que alguns não morreriam, até a chegada dessa nova época, que ocorreria em um futuro bem próximo, caso contrário teríamos que admitir a existência de alguns de seus apóstolos, ainda vivos entre nós, com mais de dois mil anos de idade.

As Reencarnações

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- Quando Jesus afirmou que seria necessário nascer de novo para entrar no reino do deus, indiretamente afirmava que a grande maioria daquela geração deveria reencarnar numa época mais adiante para estar dentro desta nova era.

- Passa-se o fato com Nicodemos um fariseu, doutor da Lei e chefe dos judeus, membro do Sinédrio.

- Nicodemos entende que Jesus lhe fala da reencarnação, fato já conhecido por ele, pois, sendo fariseu, aceitava normalmente a reencarnação, e não podia de modo algum estranhar o fato e Jesus ainda indaga – “ É mestre de Israel e não sabes disso!”(João 3:10)

– Na época de Jesus grande parte dos Fariseus, acreditavam na reencarnação, vejamos esse trecho de Flávio Josefo – Historiador Judeu, que viveu neste tempo: "Ensinam os fariseus que as almas são imortais e que as almas dos justos passam, depois desta vida, a OUTROS CORPOS" ... (Bell.Jud.2, 5, 11).

O Vento Sopra onde quer

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“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 5:8)

- O verbo pnei, é usado com sentido de "soprar" com referência ao vento, que significa "agir, exteriorizar-se, manifestar-se" em relação ao espírito. O latim traduz πνευµα por "spiritus" e πνει por spirare, dentro do sentido grego. E assim usamos o mesmo radical, quer se trate do espírito (inspiração) quer se trate do vento (respiração), que se divide em inspiração e expiração; e quando o espírito se retira, dizemos que a pessoa "expirou".

O que na verdade se harmoniza com os símbolos judaicos da ressurreição, que emprega o termo “Vento” á sopro divino e que ao mesmo tempo na mentalidade renova do cristianismo significa espíritos de Deus.

Como é tipicamente descrito em Ezequiel 37, na ressurreição dos Ossos Secos, caracterizando-se na nação de Israel (população), pela soberania de Deus que vivifica quem quer (João 5:21) simbolizado pelo termo “vento assopra onde quer”.

“E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.” (Ezequiel 37:9-10)

De onde vem, para onde vai

Reencarnaçoes Nascer de novo

Se por um lado contextualmente podemos também até aludir á alusão de Jesus á Nicodemos para com o dogma do batismo, nesta passagem; “não sabes de onde vem, nem para onde vai” - Ficamos sem uma colocação formal que se encaixa com essa tradição ritualística.

Após a reencarnação do espírito na matéria, todos sem exceção passamos pelo processo do esquecimento, que nos põem sempre em cada vida, numa situação de como se fosse sempre a primeira existência na carne, pelo esquecimento do passado. Assim como o futuro que lhe é encoberto na vida uterina, dependente dor ser, no galgar com seu livre arbítrio pela sua evolução, como construtor de seu destino.

Portanto; não se sabe o que foi nem o que será o Espírito. Se, pelo contrário, o Espírito, ou alma, fosse criado com o corpo, saberíamos de onde ele vem, pois conheceríamos o seu começo.

Nascido da Carne e do Espírito

“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”

A carne herda da carne, e o espírito herda do espírito é assim neste contexto que se pode entender, pois os genes dos indivíduos, são transmitidos de geração á geração, pela cruza das raças, enquanto o espírito é independente disso.

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Conclusão Aquárius

Não queremos aqui desqualificar o conceito da “nova vida em cristo” tão creditado por muitas religiões cristãs, mais é claro que essa nova vida também é fruto do livre arbítrio do ser na escolha de sua nova forma de vida, seja qual for a escolha religiosa ao qual aderiu.

Essa mudança muitas vezes é inerente á um ritual, como no caso á imersão em águas, como se tracionou no cristianismo, e que na verdade era apenas um rito de iniciação. Mesmo uma pessoa sem religião nenhuma pode mudar seus pensamento para melhores sem esse preceito e sem estar submisso á seitas que detêm esta tradição, pelo monopólio salvatório.

Essa era a ideia de Jesus, lembremos na mensagem da cruz, onde o criminoso (Lucas 23:43) foi perdoado e levado ao terceiro céu “paraíso(2 Coríntios 12: 2e4), simplesmente pelo fato de crer e por seu sentimento interno de humildade.

A mesma humildade que justificou (Lucas 18:13) o publicano na parábola de Jesus, não necessitando de ambos os caso da imersão nas águas.

Paulo faz uma referencia aos rituais do judaísmo chamando de “Obras Mortas” da Lei (Hebreus 9:14), e chegou a afirmar que elas produziam frutos para a morte. Se a graça é seguir o evangelho sem estas obras (rituais exteriores) NA VERDADE, segundo os apóstolos, seria então um absurdo dizer que Jesus criou novos em sua filosofia !

Portanto apenas uma tradição em que a revolução do progresso não deve deixar de desmistificar, pois a verdadeira redenção está no amor, na caridade e no perdão, por qualquer religião que pregue estes ideais, está também prega o cristo.

Auto: Valter J. Amorim (Aquárius)


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