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As Mentiras de Silas Malafaia

As Mentiras e falácias de Silas Malafaia

“…que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.” (Mateus 23:27)

Falácias de Silas Malafaia

Este blog sempre desde seu começo em algumas postagens sempre alertou sobre o tema “controle mental das consciências” e hipnóticas de certos seres que possuem um poder natural em suas realidades, é o que o livro dos espíritos de Allan Kardec, chama de poder magnético pessoal.

Infelizmente temos o retrato destes seres nas antigas lendas de bruxo ou feiticeiros que pela ignorância humana, eram temidos de forma míticas e sobrenatural, e lastimavelmente idolatrados por muitos como verdadeiros seres divinos. Seres estes que em grande parte usavam isso para o domínio na busca de poder.

Poder muito característico dos Magos Negros, e o que vou disponibilizar aqui nesta matéria abaixo é um exemplo de como a ilusão faz parte deste jogo de domínio das mentes usado nas massas, principalmente nas religiões. Geralmente creditado pela inocência daqueles que se entregam as estas falsas fascinações, pela falta de vigília na razão, lógica e no bom senso, tornando estes homens nestes últimos tempos como enviado do próprio Deus ou palavras dele mesmo aqui na terra.

Valter J.Amorim (o administrador)

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Por David G. Borges

Biólogo, Mestre em Filosofia e professor de Lógica

A réplica do Silas Malafaia ao biólogo Eli Vieira, mestre em genética e doutorando na Universidade de Cambridge (que fez um vídeo desmentindo cientificamente o que o pastor disse a Marília Gabriela) está cheia de falácias.

Silas Malafaia Eli Vieira

Pra ficar bem claro: dentro do campo de estudo da lógica, “falácia” é um termo técnico usado para descrever uma frase que seja emocionalmente apelativa ou convincente, mas que não possui nenhum conteúdo argumentativo real. Ou seja, não é um argumento – mas convence quem ler/ouvir sem analisar com cuidado. Vou mostrar cada uma delas, dando inclusive o nome técnico de cada uma dentro da lógica (quem quiser pode pesquisar no Google e entender melhor o que estou dizendo).

- “Minha resposta ao doutorando em Genética, que me parece estar defendendo a sua causa na questão da homossexualidade”.

Ele já começou o texto agredindo o rapaz. Sabemos que boa parte do público do Malafaia é homofóbico, então jogar suspeita sobre a orientação sexual de alguém é forma de desqualificar o outro debatedor sem nem precisar abordar os argumentos dele. O nome técnico dessa falácia é “argumentum ad hominem” (“argumento ao homem” ou “ataque ao homem”). O que o Silas fez foi isso:

“se você discordou de mim e defendeu os gays, você é uma bicha!”. Se trocarmos a palavra “bicha” na última frase por qualquer outra ofensa (“feio”, por exemplo), é fácil ver como esse artifício usado pelo Silas é infantil e não contém argumento nenhum.

- “Toda a argumentação que ele apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética”.

Isso se chama “non causae ut causae” (“tratar como prova o que não é prova”, ou “falácia da falsa proclamação de vitória”). Ele diz que ganhou a discussão, só que não o fez. Se o que o rapaz disse está errado, cabe ao Silas mostrar POR QUÊ (isso se chama “ônus da prova”). Só que o Silas não fez isso, ele se limita a dizer que ele está certo e o Eli (o autor do vídeo), errado. Mas não diz como.

- “É igual à Teoria da Evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada”.

Isso aqui não é nem uma falácia, é uma mentira mesmo. Agora eu não estou falando como professor de lógica, mas como biólogo. O cara não sabe nem o que é uma teoria, confunde isso com hipótese. A explicação seria muito longa para colocar aqui, mas quem pesquisar “diferença entre teoria e hipótese” no Google e olhar uns 4 ou 5 resultados da busca vai entender do que estou falando.

- “Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea”.

O que raios é “ordem cromossômica”? Esse termo não existe em nenhum livro de biologia que eu conheça.

- “Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas”.

Aqui ele repete o ad hominem e a falsa proclamação de vitória. De novo ofendeu o autor do vídeo sem dar nenhum argumento, e de novo se declarou como vitorioso do debate sem dar nenhum argumento. O cara não pode ser “pseudodoutor” se nunca se apresentou como doutor (ele foi bem claro em dizer que era estudante de doutorado, não doutor).

- “Dados de pesquisas americanas: 86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!”

Aqui o Silas foi bem mais sofisticado na falácia que usou. Isso se chama “Cum hoc ergo propter hoc” (“com isso, portanto, devido a isso”). Ele cita um dado qualquer (que não diz de onde saiu, e por isso não é confiável) e cita outro fenômeno em seguida. Depois tenta estabelecer uma relação de causa e efeito entre as duas coisas. O raciocínio que o Malafaia quer que o leitor faça é de que se um homossexual já experimentou, alguma vez na vida dele, uma relação heterossexual, ele não é um “homossexual genuíno”. Mas aí ele finge que não existe um fato bastante conhecido: existe uma pressão social imensa para que as pessoas sejam heterossexuais. Muitos homossexuais ficam “escondidos no armário” (é esse o termo?) boa parte de suas vidas, e experimentam relações heterossexuais nesse período para atenderem ao que a sociedade espera deles em comportamento externo. Isso não faz deles “menos” homossexuais, que é o que o Malafaia quer que o leitor desse texto pense.

- “46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso”.

Novamente, ele não cita fonte da pesquisa dele. Se não citou de onde saiu o dado, o dado pode muito bem ser inventado (porque o leitor não tem como conferir).

- “Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais”

Novamente, um “ad hominem”. Ele ofende o geneticista do vídeo gratuitamente o tempo todo. Isso tem um propósito (existe um padrão no tipo de ofensa), mas irei deixar para explicar mais à frente.

- “leia o livro ‘Nascido gay?’, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto”.

Isso se chama “argumentum ad verecundiam” (“argumento da autoridade”). Basicamente funciona assim: “fulano é importante, logo, fulano está certo”. Ele cita os títulos acadêmicos do autor como se isso encerrasse a questão, mas os títulos em si não querem dizer nada – eles servem, no máximo, de baliza quanto a qual área do conhecimento as opiniões do sujeito são relevantes. Eu sou formado e tenho mestrado em filosofia, e posso garantir que doutorado em filosofia por si só não dá a qualquer pessoa base NENHUMA para discutir biologia ou a questão da homossexualidade.

Quanto ao cara ser doutor em genética, isso é um pouco melhor – mas ainda assim pode não ser relevante para a questão, dependendo do caso. Por exemplo: eu também sou formado em biologia, e minha área de atuação sempre foi zoologia. Se você me perguntar sobre uma planta, eu saberei dizer mais coisas que um leigo. Mas também posso cometer erros grosseiros falando sobre o assunto, porque não o conheço tão bem quanto um botânico. Ser doutor em genética é mais relevante para essa questão do que ser doutor em, digamos, artes plásticas – mas ainda pode não ser relevante o suficiente dependendo da área da genética na qual a pesquisa do sujeito se concentrou.

Essa é a falácia mais usada, em qualquer lugar. É um truque sujo, fácil e rápido para ter razão em uma discussão sem fazer esforço. Eu mesmo a uso quando quero encerrar uma discussão sem ter trabalho. Usamos com nossos filhos – “não me questione, sou seu pai!”.

- “Mais uma para o pseudodoutor”

Lembram que eu disse que o Silas estava insistindo muito em ofender o rapaz do vídeo? Notem como ele sempre tenta diminuir ou fazer pouco da formação do sujeito. Isso tem um propósito. O fato de eles estarem falando de genética e do rapaz ser doutorando exatamente nessa área pesa muito contra o Silas. Ele repete sucessivas vezes ofensas como “pseudodoutor” porque sabe que uma frase repetida muitas vezes, mesmo se for falsa, acaba sendo aceita por quem a lê/ouve. Assim Silas consegue colocar em dúvida a credibilidade do geneticista, “igualando” (para o público que cai no truque) a importância da formação acadêmica dos dois. Só que entre a formação acadêmica dos dois há um abismo: o Malafaia é pastor, o outro é geneticista. Quando se discute genética, a palavra do geneticista tem mais peso. Isso se chama “argumentum ad nauseam” (“argumentar até causar náusea”, ou seja, repetir a mesma coisa sem parar).

- “sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos”.

Falso Profeta Silas Malafaia

Esse foi o ponto alto do texto do Malafaia, a falácia mais sofisticada que ele usou. É uma combinação de “falsa dicotomia” com “non sequitur” (“não segue”, ou “conclusão irrelevante”). O que ele faz: apresenta um dado (novamente, sem dizer de onde tirou – o que o torna duvidoso) e força o raciocínio do leitor para que esse dado só possa ser explicado de duas formas (falsa dicotomia). Depois ele vai conduzindo o leitor através de outras falsas dicotomias até chegar a uma conclusão que não tem relação nenhuma com o dado apresentado inicialmente (“non sequitur”).

Um exemplo que usei na apostila que escrevi para dar aulas aos meus alunos:

Ex: “José está atrasado para o trabalho. Ou seu carro quebrou, ou dormiu demais. Ligamos para ele e não estava em casa, então seu carro deve ter quebrado”.

Este dilema é falso, pois muitas outras coisas podem ter acontecido com José para que ele se atrasasse. O número de opções na premissa foi “forçado” a fim de justificar a conclusão. O Malafaia faz parecido: ele tenta forçar o leitor à conclusão de que todos os gêmeos deveriam ser heterossexuais ou homossexuais, sem exceção. Só que em biologia NADA (nada mesmo) funciona assim. E essa conclusão dele simplesmente não tem relação lógica alguma com o dado que ele mesmo apresentou inicialmente.

- “[Algumas fontes de pesquisas do livro citado: TOMEO, M. E.; TEMPER, D. I.; ANDERSON, S. Kotler D. Archives of Sexual Behavior [Registros sobre comportamento sexual], outubro de 2011; 30(5):535-41 ; STODDAR, J. P.; DIBBLE, S. L.; FINEMAN, N. “Sexual and physical abuse: a comparison between lesbians and their heterosexual sisters”, in: Journal Of Homosexuality, 56(4):407-20, 2009.]”

Isso aqui foi bem interessante: Malafaia citou fontes e bibliografia. Isso dá a ele ar de credibilidade, mas tem algo a ser notado aqui: ele não diz qual dessas fontes trata de cada argumento dele. Ele deveria fazer assim: “Sobre os 35% de gêmeos, leia o livro X; sobre os 86% de gays que tiveram relações hetero, leia o artigo Y; etc., etc.”. Ao invés de fazer isso, ele apresenta todas as referências bagunçadas. Isso a caracteriza como uma falácia visual: ele não está DIZENDO nada falso e tentando fazer com que pareça verdadeiro, mas VISUALMENTE está fingindo apresentar fontes que embasam as coisas que afirmou, quando na verdade não está fazendo isso (ou o está fazendo de forma superficial).

É preciso destacar que esse é um tipo bem raro de falácia. Silas Malafaia teve algum tipo de treinamento nisso. Outro ponto importante: o rapaz do vídeo colocou, lá no You Tube, todas as fontes para cada frase que ele afirmou (separadas por assunto). E elas são bem mais numerosas que as fontes que o Silas cita aqui. Isso não pode ser usado como critério principal para determinar quem tem mais credibilidade, mas serve de critério auxiliar. Quem cita mais fontes, fontes de melhor qualidade e fontes com mais rigor acadêmico tende a ter “mais razão” do que o outro debatedor. E, até agora, quem ganhou nisso foi o geneticista do vídeo.

- “A verdade é esta: ninguém nasce gay. Não existe prova científica, apenas teorias científicas”.

Essa aqui é muito boa: se chama “argumento do espantalho” (“straw man” – essa tem nome em inglês, não em latim). O Malafaia cria uma “versão” do argumento do outro debatedor (cria um “espantalho”), destrói esse argumento que ele mesmo inventou (destrói o “espantalho”) e diz que, com isso, venceu o debate. Mas na verdade ele não refutou o que o Eli (o geneticista do vídeo) disse, ele refutou a “versão Silas Malafaia” do que o Eli disse. Em nenhum ponto o rapaz do vídeo diz que pessoas “nascem gays”, ele diz que há uma influência genética. Só isso. Inclusive, ele é bem categórico em afirmar que essa INFLUÊNCIA genética não deveria ser entendida como DETERMINAÇÃO genética, e que isso era uma visão ultrapassada de como se via um gene (no início do séc. XX se pensava assim).

O Silas também repete a bobagem sobre teorias mais uma vez. O termo “teoria”, no meio científico, não é usado da mesma forma que no meio do povão. Uma teoria se refere a conhecimentos já comprovados sucessivas vezes. Silas Malafaia confunde isso com “hipótese”, que é o termo que usamos para uma especulação.

Para a esmagadora maioria da população, mesmo pessoas instruídas, todos esses artifícios do pastor passariam despercebidos e pareceriam extremamente convincentes e racionais.

Por: Vitor Cei Veja todos os posts de Vitor Cei

Gourmand. Professor e pesquisador de literatura e filosofia. Doutorando em Literatura Comparada pela UFMG. Autor do livro "Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo" (Editora Multifoco, 2010).

Fonte: http://www.enfu.com.br


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2 comentários:
  1. Puxa, quanta pressão.É isso o que dá combater abertamente o gayzismo, o abortismo e o feminazismo.

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  2. Para se poder combater algo, precisa ser melhor em moral.

    "Duas pessoas casadas a mais de 40 anos, uma falece e a outra não sendo dependente passa a ver navios..."

    - O direito que eles querem é esse, com o matrimonio homossexual, e não acabar com a família. Agora manipular a opinião alheia dos fiéis, para se engraçarem numa luta com bases na mentira, onde esta a justiça ai.

    Mexa com a aposentadoria, com os direitos ou com o bolso de um crente ou para ver!

    Quem quer ver seus direitos respeitados, respeita o dos outros também, isso é ser cristão!

    Quanto ao resto é apenas falso moralismo cheio hipocrisia e mentiras.

    Deus não tem nada haver com isso.

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