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Lúcifer e a queda das nações

Lucifer

Lúcifer ou nações

Lúcifer que quer dizer "portador de luz", representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o planeta Vênus, mas também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Querubins, como descrito no texto Bíblico do Livro de Ezequiel, no capítulo 28.

A teologia moderna acabou fundindo Lúcifer ao termo Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, Adversário, dando assim a origem divina ao chamado chefe dos demônios ou Satanás.

Criou-se então uma lenda sob o ponto místico que segundos alguns se aproveitando de seu estado angelical, por inveja, tomar o poder e se exaltar acima do criador. Sendo descoberto foi expulso com uma terça parte de seus suditos(anjos caidos), tornando em si um opositor eterno a Deus !

O Mito de Lúcifer :

Se analisarmos a linguagem e tradição judaicas, pelos seus símbolos tão usados nas escrituras, percebe-se que esta metáfora, possui um outro fator preponderante da linguagem divína.

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A passagem considerada por muitos positiva para esta interpretação tão popular é esta de ISAÍAS 14:12-15 :

"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã(lucifer), filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao (Seol) inferno, ao mais profundo do abismo."

Esta interpretação é geralmente atribuída a São Jerônimo, que ao traduzir a Vulgata atribuiu Lúcifer ao anjo caído, a serpente tentadora das religiões antigas, embora antes dele esta interpretação não existisse. Oficialmente a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de Diabo, mas apenas o estado de "caído" (Petavius, De Angelis, III, iii, 4).

Por exemplo, a enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras, vol.1, pág, 379, explica que "o termo "brilhante", ou "Lúcifer", é encontrado na "expressão proverbial contra o rei de Babilônia" que Isaías mandou profeticamente que os israelitas proferissem. De modo que faz parte duma expressão dirigida à dinastia babilônica.

Que o termo "brilhante" é usado para descrever um homem e não uma criatura espiritual é notado adicionalmente na declaração: "No Seol serás precipitado." Seol é a sepultura comum da humanidade — não um lugar ocupado por Satanás, o Diabo. Além disso, os que vêem Lúcifer levado a essa condição perguntam: "É este o homem que agitava a terra?" É evidente que "Lúcifer" se refere a um humano, não a uma criatura espiritual. — Isaías 14:4, 15, 16."

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Por que se dá tal ilustre descrição à dinastia babilônica? Temos de dar-nos conta de que o rei de Babilônia seria chamado de brilhante apenas depois da sua queda e de forma escarnecedora. (Isaías 14:3)

O orgulho egoísta induziu os reis de Babilônia a se elevarem acima daqueles à sua volta. A arrogância da dinastia era tão grande, que ela é retratada fazendo a seguinte declaração jactanciosa:

"Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte. . . . Assemelhar-me-ei ao Altíssimo." Isaías 14:13, 14.

As "estrelas de Deus" são os reis da linhagem real de Davi. (Números 24:17) A partir de Davi, essas "estrelas" governavam desde o Monte Sião, e com o tempo, o nome Sião passou a ser aplicado a toda a cidade. Por decidir subjugar os reis judeus e depois removê-los daquele monte, Jerusalém, Nabucodonosor declara sua intenção de se colocar acima dessas "estrelas".

Em vez de atribuir a Deus o mérito dessa vitória sobre eles, coloca-se arrogantemente no lugar Dele.

Portanto, é depois da sua queda que a dinastia babilônica é chamada zombeteiramente de "brilhante".

Com certeza a arrogância dos governantes babilônicos realmente refletia a atitude de Satanás, o Diabo também chamado de o "deus deste sistema de coisas" ou o "deus deste mundo". (2 Coríntios 4:4)

"Satanás também anseia ter poder e deseja colocar-se acima de Deus. Mas a Bíblia não atribui claramente o nome Lúcifer a Satanás".- it-1 379.

Concordâncias Bíblicas

Neste contexto de ISAÍAS 14:12e15, podemos encontrar além da referência a Babilônia, podemos notar uma comparação simbólica “Cedro do líbano”, onde todos os príncipes da terra, levantaram seus tronos a todos os reis das nações. (Isaia 14:08e09).

Termo também referido á babilônia no livro de Apocalipse (18:03)

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Seguindo um roteiro ascendente nos capítulos 14 e 28 encontramos profecias contra os assírios e contra os filisteus, e mais adiante nos versículos 17, temos a profecia contra Damasco, no ver: 18 aos Etiopes, e no 19 a profecia contra o Egito.

Outro fator que nos confere esta interpretação á uma nação e não á uma entidade espiritual, esta descrito no livro do profeta Ezequiel, onde o Deus de Israel faz uma referência aos tempos de glória do Egito, e não tem como notar a similaridade contido no simbolismo descrito em Isaías 14:12e15.

Vamos ver:

“Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza? Eis que você era como um cedro do Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura; e a sua copa estava entre os ramos espessos. As águas nutriram-no, o abismo fê-lo crescer; as suas correntes corriam em torno da sua plantação; assim ele enviava os seus regatos a todas as árvores do campo.

Por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas nas suas raizes. Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos; e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos; e à sua sombra habitavam todos os grandes povos. Assim era ele formoso na sua grandeza, na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto às muitas águas.

Os cedros no jardim de Deus não o podiam esconder; as faias não igualavam os seus ramos, e os plátanos não eram como as suas varas; nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura. Formoso o fiz pela abundância dos seus ramos; de modo que tiveram inveja dele todas as árvores do Edem que havia no jardim de Deus.

Portanto assim diz o Senhor Deus: Como se elevou na sua estatura, e se levantou a sua copa no meio dos espessos ramos, e o seu coração se ufanava da sua altura, eu o entregarei na mão da mais poderosa das nações, que lhe dará o tratamento merecido. Eu já o lancei fora.” (Ezequiel 31: 2 ao 11)

Percebemos aqui também comentado de forma simbólica a palavra cedro ou arvores do jardim ou Eden de Deus.

Mais vamos agora penetrar mais adentro nas raízes das escrituras e dos contos tradicionais de muitas culturas, para talvez confirmar mais e mais esta visão.

As Arvores do Eden:

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O Jardim do Éden, Jardim das Delícias ou Paraíso Terrestre é na tradição das religiões abraâmicas o local da primitiva habitação do homem em suas primícias.

Segundo a visão cabalística no segundo capítulo do Livro Bereshit (Genesis), encontramos o seguinte:

"Do solo fez o Senhor D´us brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal".

Acontece que os nomes das árvores não são mencionados explicitamente nesses capitulo da Torá.

Observando intervalos regulares de letras, descobre-se o nome de 25 árvores mencionadas na Torá.

Coincidência ou não, poderá ser encontrada nome das 25 árvores principais da flora de Israel.

O Conhecimento Iniciático sempre utilizou imagens específicas para representar o Cosmos, o universo, a vida espiritual e suas múltiplas formas de manifestação, Evolução e Involução.

A Árvore da vida é um símbolo encontrado em em todas as culturas espirituais representando a estrutura do universo. Normalmente seus galhos tocam os confins do Infinito e suas múltiplas dimensões, e seus frutos representam os atributos positivos do Eterno.

Sem exceção, a Árvore Sagrada fez parte das tradições genesíacas de povos, tais como os maias, astecas e incas, os egípcios, os cabalistas hebreus, persas, druidas, povos nórdicos, chineses, japoneses, coreanos, maoris, nativos africanos, assim como o próprio mito do dilúvio universal, conhecidência ?

Tudo que podemos entender é que as Arvores do Eden referida pelo senhor, na realidade são as civilizações que floresceram pela região da Mesopotâmia a mais ou menos de oito ou dez mil anos atrás, fugitivos do ultimo cataclismo universal, onde por coincidência muitos destes formaram suas novas civilizações nesta região, com seus centros religiosos e espirituais ao longo do trópico de câncer.

Em toda história da humanidade, percebe-se que cada nação nasceu, cresceu e morreu, ou seja: iniciaram-se de forma simples, chegaram á um alto patamar evolutivo e depois decaíram se, e este processo é tão natural aos predomínios humanos, que nem mesmo a Nação de Jeovah, escapou deste processo, se é que podemos referir aqui á transição judaica cristã no ano 70.

Sobre um ponto de vista mais amplo, podemos exteriorizar esta visão de Lúcifer não somente as nações, mais também a qualquer forma de vida que está submissa a lei do progresso e da evolução, Lucifer representa também as primeira caminhadas do homem em seus estágios evolutivo, seus erros e equivocos que fazem parte de sua essência temporária espiritual, nescessária para que com as quedas, aprenda a se erguer, como ferramenta utíl para aprender e progredir.

E vemos acima destes acontecimentos o Senhor no comando, julgando com justiça, o égo e a exaltação humana em todas as épocas da humanidade.

“Assim saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a árvore baixa, sequei a árvore verde, e fiz reverdecer a árvore seca; eu, e Senhor, o disse, e o farei. “ (Ezequiel 17:24)

O que dizem os Espíritos:

Sobre o tema de Povos Degenerados, a que podemos entender a situação destes povos sobre este ponto de vista de ascessão e queda, na questão 786 temos a resposta dada pelos espíritos superiores que nos dá essa resposta?

Kardec: A História nos mostra uma multidão de povos que, após terem sido convulsionados, recaíram na barbárie. Onde está nesse caso o progresso?

Espíritos: — Quando a tua casa ameaça cair, tu a derrubas para a reconstruir de maneira mais sólida e mais cômoda; mas, até que ela esteja reconstruída, haverá desarranjos e confusões na tua moradia.

Compreende isto também; és pobre e moras num casebre, mas ficas rico e o deixas para morar num palácio. Depois um pobre diabo, como o eras, vem tomar o teu lugar no casebre e se sente muito contente, pois antes não possuía um abrigo.

Pois bem, compreende então que os Espíritos encarnados neste povo degenerado não são mais os que o constituíram nos tempos de sues esplendor. Aqueles, logo que se tornaram mais adiantados, mudaram-se para habitações mais perfeitas e progrediram, enquanto outros, menos avançados, tomaram seu lugar, que por sua vez também deixarão.

Ou seja a queda que se deu ao povo judeu é responsabilizada pela maioria dos espíritos que estavam encarnada naquela época, espíritos mau saídos da ignorância, pois aqueles que estava nas primícias á mais ou menos na época de Moisés já tinha muitos já até fazendo partes de povos mais esclarecidos e aptos para novos conhecimento como novos cristãos.

Povos Degenerados:

787. Kardec - Não há raças rebeldes ao progresso por sua própria natureza? Espíritos— Sim, mas dia a dia elas se aniquilam corporalmente. 787 . kardec – a) Qual será o destino futuro das almas que animam essas raças? Espíritos — Chegarão à perfeição, como todas as outras, passando por várias experiências. Deus não deserda ninguém. 787 . Kardec – b) Então, os homens mais civilizados podem ter sido selvagens e antropófagos? Espíritos — Tu mesmo o foste, mais de uma vez, antes de seres o que és.

-Fonte de pesquisa: wikipédia

-Demais notas e exegeses: Valter j.Amorim


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