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Saudade do Céu (Plano Espiritual)

Corpo Astral e o Mundo Espiritual

No corpo de uma simples e rastejante lagarta, a Natureza exemplificou um poder que a ciência se recusa a aceitar; um fenômeno de explicação impossível para o homem comum: o poder do renascimento, ou, mais concretamente, a metamorfose de uma humilde lagarta em borboleta colorida e alada.

As ações e reações de uma lagarta não são muito diferentes das dos homens comuns: ela nasce, vive em seu pequeno mundo, sente medo, fome, frio e calor, e procura alimento, sol e segurança, como a maioria de nós.

Se disséssemos à lagarta que num dia próximo ela criaria asas e voaria num grande mundo colorido, cheio de luz e de flores, um paraíso que jamais poderia imaginar, liberta do chão raso para esvoaçar feliz em outros horizontes, a lagarta não poderia acreditar e, simplesmente, diria que estávamos loucos.

Não é assim que seria? Esta seria também a observação que a maioria das pessoas comuns faria, somente preocupadas com sua sobrevivência física, com seu pequeno mundo, e alheias completamente à imortalidade do espírito, à continuidade da vida em outros planos de consciência, ao mistério da reencarnação e à evolução espiritual constante do homem em vidas sucessivas.

Ocorre que existe uma grande quantidade de pessoas que não podem ser classificadas de comuns. Num mundo povoado somente por lagartas, essas pessoas também nascem lagartas, mas têm, em diversos graus, a consciência de que são borboletas, falam sobre a vida das borboletas, têm saudade do céu das borboletas, preparam-se para suas futuras vidas de borboletas e sentem, borboletas entre lagartas, uma espécie de solidão cósmica indefinida.

Corpo Espiritual

Esta saudade do céu manifesta-se como uma espécie de angústia, como uma sensação de que algo está faltando, como uma misteriosa ansiedade, como uma insatisfação interior que, apesar de todas as possíveis conquistas materiais realizadas, nunca é aplacada, nunca tem solução, pelo menos enquanto estivermos lagartas. Esta saudade do céu conduz as pessoas à busca espiritual.

No mapa astrológico natal, a saudade do céu é facilmente identificável, pois algumas pessoas já nascem assim. Planetas colocados na casa 12 , aspectos entre Sol e Netuno e entre Júpiter e Netuno, o signo de Peixes enfatizado, o elemento água fortemente carregado ou a ausência do elemento terra, são alguns dos indícios de que a pessoa tem certo grau desta saudade do céu. A qualidade dos aspectos e a análise do restante do mapa permitirão sabermos se a pessoa conviverá com esse sentimento de uma forma saudável ou de uma forma distorcida.

Os que convivem com esse sentimento de uma forma distorcida tenderão a se tornar crédulos demais, a acreditar em todas as "verdades" que seus sacerdotes eleitos ou gurus de plantão lhes disserem, a se tornarem fanáticos religiosos ou a utilizar vias de escape menos saudáveis como o alcoolismo e as drogas pesadas, entre tantas possibilidades mais ou menos contundentes, como forma de suportar essa sensação esquisita.

Os que convivem com a saudade do céu de uma forma positiva, farão da busca espiritual a parte mais importante das suas vidas. Com o tempo, eles entenderão que a busca espiritual é uma jornada rumo à tomada de consciência do Ser, onde cada projeto, cada processo, cada esforço é um passo na direção do interior, na direção da metamorfose em borboleta. Entenderão que esta jornada não tem fim, que esta jornada é um modo de vida, que esta jornada é um processo de tornar-se.

Embora respeitando as virtudes, os credos e os dogmas de suas possíveis religiões, eles estarão pairando acima destas, entendendo claramente que elas são apenas caminhos e, não, pontos de chegada. E saberão que a espiritualidade depende, acima de tudo, daquilo que se faz, da maneira como se vive, de como se utilizam as virtudes, os credos e os dogmas das religiões ou das diversas filosofias de vida.

Os que já perceberam interiormente essa sensação difusa, que resolvi batizar de saudade do céu, entenderão perfeitamente a que sentimento estou me referindo e já estarão na jornada rumo ao céu das borboletas.

Loucos para alçar vôo.

Autor: Carlos C Paes


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