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A Sociedade Teosófica e a Doutrina Secreta

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A Teosofia e a Doutrina Secreta

Quando Helena Petrovna Blavatsky foi "enviada" aos Estados Unidos, um de seus objetivos mais importantes consistiu em fundar uma associação, que foi formada sob a denominação de The Theosophical Society (Sociedade Teosófica), "para pesquisar e difundir o conhecimento das leis que governam o Universo".

A Sociedade apelou para a "fraternal cooperação de todos os que pudessem compreender o seu campo de ação e simpatizassem com os objetivos que ditaram a sua organização". Essa "fraterna cooperação" tornou-se a primeira das Três Metas do trabalho da Sociedade, as quais foram durante muitos anos enunciadas nestes termos:

Formar um núcleo de Fraternidade Universal na Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.

Fomentar o estudo comparativo das Religiões, Filosofias e Ciências. Investigar as leis inexplicáveis da Natureza e os poderes latentes do homem. Foi recomendado à Senhora Blavatsky que persuadisse o Coronel Henry Steel Olcott a cooperar com ela na formação da Sociedade. Era um homem altamente conceituado e muito conhecido na vida pública da América, e tanto ele como Helena P.Blavatsky tudo sacrificaram em prol da realização da tarefa que os Mestres lhes haviam confiado.

Doutrina Secreta ou Teosofia

Helena Petrovna Blavatsky

Ambos foram para a Índia em 1879, e ali construíram os primeiros e sólidos alicerces do seu trabalho. A Sociedade expandiu-se rapidamente de país em país; sua afirmação de serviço pró-humanidade, a amplitude de seu programa, a clareza e a lógica de sua filosofia e a inspiração de sua orientação espiritual ecoaram de modo convincente em muitos homens e mulheres que lhe deram o mais firme apoio.

Coronel-Olcott-teosofia

Helena P. Blavatsky foi investida pelos Mestres com a responsabilidade de apresentar ao mundo a Doutrina Secreta ou Teosofia: ela era a instrutora por excelência; ao Coronel Olcott foi delegada a incumbência de organizar a Sociedade, o que ele fez com notável eficiência. Como era natural, esses dois pioneiros encontraram a oposição e a incompreensão de muita gente; especialmente H. P. B. Mas ela estava preparada para o sacrifício. Como escreveu no Prefácio de A Doutrina Secreta: "Está acostumada às injúrias, e em contato diário com a calúnia; e encara a maledicência com um sorriso de silencioso desdém."

Helena P. Blavatsky e Coronel Olcott

A fase mais brilhante e produtiva de H. P. B. foi talvez a que se passou na Inglaterra entre os anos de 1887 e 1891. Os efeitos do injusto Relatório da "Sociedade de Investigações Psíquicas" (1885) acerca dos fenômenos que ela produzia, assim como os dos ataques desfechados pelos missionários cristãos da índia, já haviam em parte desaparecido.

Ao seu incessante labor de escrever, editar e atender à correspondência, somava-se a tarefa de formar e instruir discípulos capazes de dar prosseguimento à sua obra. Para este fim, organizou, com a aprovação oficial do Presidente (Coronel Olcott), a Seção Esotérica da Sociedade Teosófica.

Em 1890 contava-se em mais de um milhar o número de membros que se achavam sob a sua direção em muitos países. A Doutrina Secreta se define por seu próprio título. Expõe "não a Doutrina Secreta em sua totalidade, mas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais":

1) Mostrar que é possível obter uma percepção das verdades universais, mediante o estudo comparativo da Cosmogonia dos antigos;

2) Proporcionar o fio que conduz à decifração da verdadeira história das raças humanas;

3) Levantar o véu da alegoria e do simbolismo para revelar a beleza da Verdade;

4) Apresentar ao intelecto ávido, à intuição e à percepção espiritual os "segredos" científicos do Universo, para sua compreensão. Segredos que continuarão como tais enquanto não forem entendidos.

H. P. B. faleceu a 8 de maio de 1891, deixando à posteridade o grande legado de alguns pensamentos dos mais sublimes que o mundo já conheceu. Daí por diante a teosofia passou á revelar, uma vez mais, a verdade sobre o Homem e a Natureza; deu testemunho da presença, na Terra, da Hierarquia Oculta que vela e guia o mundo.

Ela é reverenciada por muitos milhares de pessoas, porque foi e é um farol que ilumina o caminho para as alturas a que todos devem ascender.

A Filosofia Teosófica

a teosofia e sua filosofia

A Teosofia é um corpo doutrinário que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência, que está presente em maior ou menor grau em diversos sistemas de crenças ao longo da história, oferece alimento espiritual e instrução prática para toda classe de pessoas, do rude ao educado, do cientista ao devoto. Princípios são assim as essências fundamentais das coisas. Estes princípios, tanto no Homem quanto na natureza, são teosoficamente enumerados como sete.

Assim como se define corpo doutrinários em Sete princípios gerais que podem ser resumidos nos itens abaixo:

1. Toda existência é uma unidade. Todas as unidades aparentemente separadas são partes de um único todo.

2. Toda existência é governada por leis imutáveis, que se aplicam tanto aos aspectos visíveis, quanto aos invisíveis da natureza, do universo e do homem.

3. A evolução é um fato na natureza. Da correlação entre o espírito e matéria, entre vida e forma, as infinitas possibilidades da existência emergem gradualmente do estado latente para a expressão ativa.

4. O homem é uma fase no processo evolutivo. A fase humana difere das primitivas, principalmente pela autoconsciência que dá, unicamente ao homem, a responsabilidade pelas suas ações e o poder de dirigir o curso de sua futura evolução.

5. Cada vida humana, do nascimento à morte, é parte de um padrão total de evolução individual. Este padrão é determinado pela ação de leis, que são de extrema relevância para a compreensão das condições do ser no dia-a-dia: a lei do ritmo, que faz a vida e a morte serem seqüência uma da outra, como o despertar segue ao sono no ciclo diário; a lei da Ação ou Karma, que encadeia cada acontecimento ao que o sucede, como as causas estão encadeadas aos efeitos.

6. O indivíduo, como parte da Existência Una e dotado de autoconsciência, tem o poder de libertar-se de todas as limitações de uma condição meramente humana e, experimentalmente, realizar sua identidade com Deus.

7. O caminho para o conhecimento da nossa própria divindade é, em si, obediência às leis da natureza. Pode ser encontrado e palmilhado por aqueles que desejam estudar as leis da natureza e sintonizar suas vidas com as únicas condições que tornam possível a descoberta da Verdade.

Fonte: www sociedadeteosofica.org.br


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